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Própolis Vermelha

Foto de manipulação em laboratório
No mundo, existem três variedades de própolis: a verde, a marrom e – a mais rara delas – a vermelha. O Brasil é um dos maiores produtores de própolis no mundo. A variedade vermelha só é encontrada em Alagoas, onde é produzida por abelhas que se alimentam da resina da árvore Dalbergia ecastophyllum – popularmente conhecida como rabo-de-bugio pela cor rubra de sua seiva.

A própolis vermelha possui duas substâncias que podem auxiliar no combate ao câncer, segundo estudo publicado no Journal of Natural Products dos pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Eles descreveram outros seis novos polifenóis – substâncias naturais como os flavonoides e os taninos, encontradas em plantas, cereais e também no vinho – com estruturas totalmente inéditas na ciência. Nos testes realizados em laboratório, as moléculas isoladas reduziram consideravelmente a proliferação de células tumorais em linhagens de ovário, mama e glioma.

Roberto Berlinck, professor no Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) e membro da coordenação do Programa Biota-Fapesp, ressalta, no entanto, que as moléculas descobertas pertencem ao grupo dos polifenóis e, portanto, não são consideradas promissoras para a produção de fármacos. “Infelizmente, os polifenóis se ligam às proteínas de maneira pouco específica, o que não é ideal para um fármaco. Mas talvez seja por esse motivo que a própolis vermelha tenha tantas atividades, justamente por atuar em vários sistemas diferentes”.

Para saber mais:
Substances with anti-cancer action are identified in Brazilian red propolis

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